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Cassio Souto Santos, ex presidente do Gamp, faz denúncia contra isenção da sociedade na gestão pública

É importante para o bom funcionamento da democracia que a população participe ativamente dos feitos pela gestão pública. 

Quanto mais os cidadãos conhecem e sabem sobre a vida pública em sua cidade, mais podem apresentar sugestões de aperfeiçoamentos de sua cidade e ainda exigir das autoridades que as mesmas sejam feitas.

Vemos muitos cidadãos, via redes sociais, dizendo o que precisa ser ou não feito, mas esses são os famosos ativistas de sofá, aqueles que só fazem a diferença em frente suas telas e esquecem que o importante é acompanhar minuciosamente cada passo do governo para que não haja fraude da gestão pública.

Graças à Lei de Acesso a Informação, é possível que qualquer pessoa acompanhe o que os órgãos públicos fazem para investir a verba dos impostos.

 Está cada vez mais fácil exigir de nossos governantes locais melhorias no desenvolvimento da cidade e boa aplicação do dinheiro público.

O médico Cassio Souto Santos, fez recentemente uma denúncia sobre a ausência da população na gestão pública, “Eu acredito que se cada cidadão insatisfeito saísse de sua residência para cobrar e exigir das autoridades, algo poderia mudar, mas, infelizmente, muito se diz e pouco se concretiza.”.

O cidadão, além de ter como saber como funcionam e o que fazem os diferentes seções do poder público, pode também colaborar no processo de formação, gestão e análise das políticas públicas, essa é uma ótima forma de combater fraudes.

O que são exatamente os “ativistas de sofá?

Os ativistas de sofá são aquelas pessoas que, nas redes sociais, se dizem revoltadas com várias situações que o país se encontra, porém, não fazem nada para mudar, nem ao menos, se mobilizam.


“São aquelas pessoas que só falam, mas quando é o momento de fazer algo, se omitem. Dizem que não pode, não tem tempo ou que tem coisas melhores para cuidar no momento. São pessoas hipócritas na minha opinião”, comenta Cassio Souto Santos

O médico, que sempre atua na prevenção de fraudes na gestão pública, conta que esse tipo de pessoa só atrapalha ainda mais nesses casos. Além, claro, de ajudar os corruptos a perpetuaram mais ainda seus esquemas. 

“São um verdadeiro fardo para a sociedade. Pois, são ótimos na arte de criticar, sempre estão esbravejando sobre isso ou aquilo. Mas, quando se questiona o que essa pessoa está fazendo para mudar esse cenário, não se vê nada, apenas palavras ao vento”, ressaltou.

Para quem pratica fraudes, esse tipo de comportamento é muito conveniente. Isso porque, enquanto as pessoas só falarem e reclamarem, essas pessoas sempre se sentirão livres para praticarem seus atos corruptos. 

Quais ações tomar?

A sociedade tem grande poder em prevenção de fraude. Isso porque quanto mais pessoas estiverem fiscalizando as ações dos gestores, menos espaço para desvios e fraudes terão. Isso ocorre em países mais avançados do mundo. 

“É importante termos uma sociedade engajada em assuntos políticos. Precisamos de mais que as pessoas reconheçam fraudes e que agem em cima desses casos. As pessoas podem e devem fazer isso”, comentou Cassio Souto Santos. 

É possível criar grupos fiscalizadores entre as pessoas da comunidade. Com isso, poderão agir como um órgão fiscalizador em cima de possíveis irregularidades dentro de uma administração e gestão pública. 

“Eu criei um grupo de fiscalização com várias pessoas; Não só médicas, mas de tantas outras profissões. Na verdade isso não importa. O que realmente faz diferença são as ações tomadas, a pressão e a fiscalização em cima dos gestores”, revelou Cassio Souto Santos

Cassio Souto Santos, médico anticorrupção

O Dr Cassio Souto Santos é especialista em gestão pública e é totalmente anticorrupção. Dentro de sua carreira, ele sempre manteve sua linha ética e moral, administrando os recursos de forma limpa e honesta. 

“Desde que comecei a ser gestor, coloquei na minha cabeça que nunca iria agir de forma errada e desonesta com o dinheiro público. Tenho muito respeito pelas pessoas, o que me faz alguém íntegro e transparente”, comentou Cassio. 

E, por ter visto tantas coisas erradas, eu me tornei alguém dedicado em caçar e investigar gestores mal intencionados. E são muitos que temos. Mas, nunca tive medo e nunca vou ter, pois é assim que eu farei meu caminho, combatendo tudo que está de errado”, disse Cassio Souto Santos. 

De fato, correr atrás e fiscalizar gestões públicas não é um ato fácil. É preciso ter coragem, dedicação e muito senso de justiça. E isso talvez, para Cassio Souto dos Santos, explique porque muitas pessoas não levantam do sofá para tomar uma atitude mais efetiva. 

“As pessoas são preguiçosas, mas também, tem medo de que algo aconteça com elas. Na verdade, elas não querem é sair da zona de conforto como eu saí. Preferem viver reclamando e reclamando. Infelizmente o Brasil está cheio de pessoas assim”, relatou o Dr Cassio. 

Conclusão

É notório que, com a popularização da internet, mais pessoas estejam engajadas com assuntos do cotidiano. E também, com isso elas pode acompanhar mais de perto tudo que acontece dentro das gestões públicas.

Seja por portais de notícias, portais de transparência e etc. O fato é que, quem quer, consegue fiscalizar e opinar sobre a administração do dinheiro público. 
Porém, como apontou o Dr Cassio Souto Santos, existem aquelas pessoas que só sabem reclamar. Que não saem de sua zona de conforto e não conseguem mudar absolutamente nada.

Pelo contrário, elas apenas atrapalham quem quer realmente fazer algum tipo de diferença na sociedade. E também, estimulam ainda mais que gestores corruptos pratiquem seus atos ilegais.

Isso porque, enquanto elas ficarem apenas esbravejando, e não perceberem que o problema está justamente nisso, irão passar uma sensação de dever cumprido. Mas, que na realidade só estaria mesmo não enxergando os principais atos de corrupção.

“Por isso sempre digo, mais vale uma ação do que um milhão de palavras. Enquanto esses ativistas que só ficam em casa falam, eu tomo ações e vou atrás do que é certo. Espero que minhas atitudes inspirem outras pessoas”, concluiu o Dr Cassio Souto Santos.